Ex-PM é condenado a 20 anos de prisão por morte do advogado Arnaldo Lopes, em Belém

  • 22/06/2026
(Foto: Reprodução)
Quarto envolvido na morte do advogado Arnaldo Lopes é julgado em Belém O policial militar Roosevelt de Nazaré Silva, apontado como quarto e último acusado da morte do advogado Arnaldo Lopes de Paula, foi condenado a 20 anos pela Justiça do Pará. O crime ocorreu em dezembro de 2017, no bairro do Jurunas, em Belém. Por maioria dos votos, os jurados da 3ª Vara do Tribunal do Juri de Belém votaram pela condenação de Roosevelt de Nazaré Silva. Réu está preso desde 2021. Defesa do PM disse que vai recorrer de decisão. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Roosevelt, conhecido como “Bilico”, é acusado de participação na execução do crime e está preso desde 2021. A sessão ocorre no Fórum Criminal de Belém e é presidida pelo juiz Cláudio Hernandes Silva Lima. Ao longo do dia, 12 testemunhas foram convocadas, mas parte delas acabou dispensada, o que reduziu para sete os depoimentos. Além da esposa de Arnaldo, prestaram depoimento o delegado que conduziu as investigações e outras testemunhas convocadas pela acusação e pela defesa. O processo voltou à pauta após adiamento da data inicialmente marcada para 2 de junho, porque a defesa do réu alegou problemas de saúde. Arnaldo Lopes de Paula assumiu chegou a assumir cargo de interventor na ASPRA-PM Reprodução/Tv Liberal Como foi o crime Arnaldo Lopes foi baleado com cinco tiros quando saía da casa de parentes, no Jurunas. Segundo as investigações, ele caminhava de volta para o carro quando passou a ser perseguido por um veículo descaracterizado. Ao entrar no automóvel, teria sido alvo de disparos feitos de perto, após um dos criminosos segurar a porta. O advogado ainda chegou a ser socorrido e ficou internado por três dias, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morreu em 21 de dezembro de 2017. Na época, Arnaldo havia acabado de assumir o cargo de interventor da Associação dos Praças da Polícia Militar do Pará (Aspra-PM). Disputa e motivação A versão apresentada pela acusação aponta que o crime teve origem em uma disputa pelo comando da associação criada por Arnaldo e pelo policial militar Rosicley Ribeiro da Silva, o “Rossi”. Segundo a família, os dois teriam dividido os lucros de forma igual, mas, com o tempo, Rossi passou a exigir uma participação maior, o que teria provocado atritos e ameaças. Ainda de acordo com a defesa da família, a associação oferecia serviços jurídicos a policiais militares, com atendimento feito por Arnaldo e captação de clientes realizada por Rossi. Em meio às tensões, o advogado chegou a tirar porte de arma. Os outros réus Roosevelt é o quarto acusado levado ao Júri Popular neste processo. Em fevereiro de 2023, Marçal Monteiro de Azevedo foi condenado a 18 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, além da perda do cargo de cabo da Polícia Militar. Ele foi apontado como alguém que sabia do planejamento do assassinato e nada fez para impedir. Ainda em 2023, o motorista Jonny Kleiber Almeida também foi julgado. Dono do carro usado no crime, ele recebeu pena de 3 anos, 10 meses e 27 dias em regime aberto, após o júri entender que teve participação menor na ação. Em setembro de 2025, foi a vez de Rosicley Ribeiro da Silva, apontado como mandante, que terminou condenado 20 anos por homicídio qualificado. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia mais notícias do estado no g1 Pará

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/06/22/juri-em-belem-julga-quarto-acusado-no-caso-do-advogado-arnaldo-lopes-morto-em-2017-no-para.ghtml


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