Servidores da UFPA fecham portões da universidade em Belém em protesto nacional
07/05/2026
(Foto: Reprodução) Técnicos administrativos fecham portões da UFPA, em Belém, em protesto por melhorias
Técnicos administrativos da Universidade Federal do Pará (UFPA) fecharam os portões 3 e 4 da instituição, no campus Guamá, em Belém.
O ato ocorreu na manhã desta quinta-feira (7) como parte do "Dia Nacional de Luta" pelo cumprimento de acordos firmados com o governo federal.
A categoria, que já soma 74 dias de paralisação em todo o país, cobra o atendimento de 18 itens do Termo de Acordo assinado ao final da greve de 2024.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes-PA), o movimento é uma resposta à falta de abertura de novos canais de negociação por parte do governo.
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Portão 2 do campus Guamá da UFPA foi fechado.
Reprodução / Sindtifes-PA
Entre as principais pautas estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para ativos e aposentados, a jornada de 30 horas semanais e a regulamentação do plantão nos hospitais universitários.
O movimento nacional, organizado pela Fasubra, reúne trabalhadores de 55 universidades federais, incluindo no Pará a UFOPA e a Unifesspa, além da UFPA.
Os servidores denunciam que o sucateamento das instituições e os sucessivos cortes orçamentários comprometem o funcionamento das universidades. A greve segue por tempo indeterminado até que uma nova proposta seja apresentada oficialmente.
Servidores da UFPA fecham os portões em protestos, em Belém
O g1 solicitou um posicionamento da UFPA e do Ministério da Educação (MEC) acerca da mobilização desta quinta-feira (7) e dos pedidos feitos pela categoria, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Em abril, em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirmou que o governo atendeu boa parte dessas demandas dos técnico-administrativos na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano. A lei ainda será incorporada ao plano de carreira da categoria.
Além disso, a pasta disse que o governo "mantém diálogo permanente com representantes das categorias" (veja aqui a nota completa do MGI).
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